A Técnica de Agulhamento de Fischer
A Técnica de Fischer é uma nova abordagem diagnóstica - terapêutica na área da Medicina da Dor, criada pelo Dr. Andrew A. Fischer, professor de Medicina Física e Reabilitação da Escola Médica Monte Sinai, da cidade de Nova York. A ele são creditadas diversas descobertas científicas originais que revolucionaram a prática e o controle da dor com resultados funcionais exuberantes na pessoa portadora de dor crônica.
Uma de suas contribuições mais importantes foi a chamada Síndrome espinhal (SSS), cujo significado em síntese é um componente ou sinal físico, observado através de técnicas específicas do exame clínico, presente em todas as condições dolorosas, abrindo assim, ao médico examinador, uma compreensão mais abrangente, tanto do ponto de vista funcional como morfológico, ou seja, definindo com precisão a área do corpo comprometido pela presença de DOR e suas consequentes limitações.
Essa observação científica singular, inovada pelo Dr. Fischer, conduziu ao desenvolvimento do Modelo Segmentar de Neuromioterapia (SNMT). Essa metodologia fornece não somente um diagnóstico com validade científica, mas igualmente, uma avaliação da eficácia de várias metodologias de tratamento.
No aspecto da abordagem terapêutica propriamente dita, Fischer abriu caminho para uma nova Técnica de injeção, segura e eficaz, iniciando por um bloqueio anestésico na região paraespinhal (próximo à coluna vertebral), seguida por agulhamentos (sempre com soluções anestésicas) em bandas musculares tensas, erradicando assim a geração da dor.
Essa técnica também otimiza o programa de reabilitação do paciente, que, livre da dor, pode iniciar movimentos de alongamento e liberação de áreas corporais para execução de suas devidas funções. Ou seja, em um rápido espaço de tempo, o indivíduo pode iniciar o retorno de suas atividades ou dar prosseguimento ao programa de reabilitação, com resultados mais rápidos.
Convém salientar, que esta técnica pode ser usada para alívio imediato da dor em várias condições clínicas dolorosas tais como, lesões agudas do aparelho locomotor (entorses, distensões, etc.), lesões crônicas tais como lombalgias, cervicalgias, cefaléias tensionais, dor orafacial, bursites, tendinites, artrite, artrose, epicondilites, afecções produzidas pela prática de esportes, ciático, síndromes de aprisionamento de nervos periféricos (túnel do carpo, túnel do tarso, desfiladeiro torácico, etc.), síndrome dolorosa miofascial (SDM), hérnias discais, LER/DORT (dor por esforço repetitivo), síndrome da dor regional complexa também conhecida como distrofia simpático reflexa, fasciíte plantar (esporão de calcâneo), dor relacionada á cirurgias prévias (síndrome pós-laminectomia) e tantas outras condições dolorosas.